terça-feira, 17 de novembro de 2009

A pensar na vida e no quanto é dificil vivê-la...
Por vezes apetece-me desistir disto tudo... deixar de ser um fardo para todos...
Cansada de ser mal interpretada e de remar contra a maré...

Dou muitas vezes comigo a viver no passado, a tentar reviver o que já não existe mais...
Pois nem todas as coisas más que vivi se comparam com o que estou a viver agora.
Muitas vezes tenho saudades até do mal que me fizeste naquele lugar em que todos viviamos...
E acabo sempre por amaldiçoar as minhas escolhas e as tuas...

As cobranças já caem sobre mim em cada canto da casa e eu simplesmente deixei de existir no presente...
Não tenho nada e é esse mesmo nada que vem ter comigo a cada minuto do meu dia...

Para ti é sempre tudo tão facil... Tens os teus sonhos e as tuas escolhas...
E a culpada de todos os erros que espera por ti em casa ao final do dia...
Aquela que nunca pode estar triste, doente ou deprimida...
Aquela que tem que esquecer o vazio em que se tornou a propria vida para poder agradar quem chega... para não gerar sentimento de culpa a quem é feliz...

4 comentários:

Anónimo disse...

Há pessoas que te conhecem e que nem precisam de palavras para saber o que sentes.
Há outras que entendem perfeitamente a que te referes quando te escondes atrás de palavras profundas que nascem na tua alma destruída.

Todos outros que não te entendem são os ignorantes.

Nunca te esqueças: " Your art's matter! That's what got me here!"

DARK-RIDER

depressive_muse disse...

Entendo perfeitamente aquilo que queres dizer.
Thanks for everything!!!

Anónimo disse...

Se continuas agarrada a algo que não tens, só terás o que desde já não tens.

Relatividade do tempo versus livre arbitrio

Krusty disse...

Uma vez mais não posso dar-te mais do que aquilo que possuo.
Não tenho culpa do vazio que te tornas-te. Se tivesse um emprego para te dar, para preencher a tua vida, dar-to-ia.
No entanto, tal não me é possível. Uma vez mais relembro-te que me é impossível agir e escolher por ti.
Creio que é a ti que caberá escolher entre continuares a perder-te ou por procurares uma saída deste teu vazio.
Infelizmente não posso dar-te mais do que já dou.
Relembro-te que neste momento, devido às infelizes circunstâncias eu sou e tenho que ser todos os dias e tentar mostrar a maior compreensão possível e sorriso ao ser:
O teu namorado,
O teu confidente,
O teu amante,
O teu amigo mais próximo,
O teu conselheiro,
A pessoa com quem partilhas a casa,
A pessoa com quem mais convives,
etc...

Sim, quem te conhece, lê-te, é-te, vive-te.
Todos os outros, lamentavelmente, talvez por não te conhecerem, tornam-se efectivamente ignorantes.